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![]() O Conde, de Ivan Grycuk...Crônicas, opniões, histórias e poemas... por Ivan Grycuk.12.26.2007 Um feliz natal - mesmo que atrasado - à todos! Estou viajando e meio longe da internet. Mas O Conde volta com tudo nesse próximo fim de semana. Obrigado pelos acessos e um grande abraço a todos. Comente 12.20.2007 Crônica de Hoje III: Cotidiano Joana está cansada. Quer dormir. Trabalhou o dia todo. Teve só meia hora de almoço. Perdeu o ônibus na volta pra casa. O mercado já estava fechado. O entregador da pizzaria sofreu um acidente. Ta passando “horário eleitoral”. O namorado está viajando. O vizinho ta dando uma festa. A dor de cabeça é forte. O corpo dói... “Mas o último capítulo da novela eu não perco nem a pau!” Comente Cronica de Hoje II: Horácio e o pedaço de madeira O belo Horácio era um guri esquisito que um belo dia encontrou um pedaço de madeira no caminho da escola. Horácio era alto e baixo, gordo e magro, bonito e feio, manco e canhoto. Era fanfarrão e desajeitado, ateu e mimado. Horácio gostava de cobras, as cobras gostavam de Horácio e, vice-versa. Horácio nunca namorou, nunca beijou, nunca orgasmou, nunca nada... nem com a prima. Horácio tinha um olho verde e outro amarelo. "Pra torcer pro Brasil". Horácio via as horas, mas as horas não viam o pobre do Horácio. E a vida andava e desandava pelos trancos e barrancos do Rio Grande... e Horácio, esperto, pediu pra terminar sua crônica antes que a coisa ficasse feia. Comente Noção de mundo (ou não): No momento exato em que Deus disse haja luz, em São Paulo apareceram os faróis (sinaleiros, sinais...). E no momento em que apareceram os faróis na capital financeira do Brasil, ou melhor, antes até, os engarrafamentos tornavam-se a marca registrada da terra da garoa. Comente Cronica de Hoje: O não-milagre da vida Até ontem por volta das 14:33 Jerêncio era crente. Crente daqueles que crêem mesmo. Daqueles que levantam o braço e gritam até cair. Daqueles que esperneiam e batem de porta em porta. O que aconteceu não é muito claro. Mas é sabido que Jerêncio viu um clarão, ficou momentaneamente cego, achou que estava ouvindo a voz do Todo Poderoso e... mas quando voltou a si sua carteira, seu celular, seu relógio e sua camisa do Corinthians haviam sido roubados. O pior foi que o dia não parou por ai. Um pouco mais tarde Jerêncio viu uma carruagem de fogo descendo dos céus e o agarrando. Todos em volta ficaram olhando. Todos perplexos e estupefatos. Crente que é crente quase sempre que acorda acha que está no céu. E não foi diferente com Jerêncio. Mas logo ele descobriu que estava era amarrado numa maca, sendo carregado para uma ambulância que estava ali perto. "Que vista do céu", pensou de relance ao cair em si. Jerêncio era um cara esperto. Daqueles que sacam tudo. As vezes da até raiva de gente assim. Mas voltando a realidade... Depois de pouco tempo no hospital, e um braço quebrado por causa do atropelamento, Jerêncio voltou pra casa. "Chega por hoje!", sonhava ele. Chegando em casa, foi primeiro ao banheiro. Depois foi à cozinha... decidiu também dar uma olhada na garagem. Foi ai que descobriu tudo. A estrutura da coisa agora se revelava toda pra ele. Era tão impressionante aquilo tudo. Jerêncio então começou a lacrimejar, para em seguida cair em prantos. Entrou em seu amado - e agora descoberto - Opala preto e avisou para si mesmo e para todos os anjos e demônios presentes: "Vrrrrrrrrrmmmmmmmmmm.... Vrrrrrrrrmmmmmmmmm..." E Jerêncio saiu comandando sua máquina com uma mão só. Como aquela sensação era maravilhosa. E Jerêncio passou o primeiro farol vermelho... atropelou dois pedestres... despertou a atenção dum guarda, que optou por continuar lendo sua revista de... Foi depois de tudo isso que o impossível aconteceu, justamente quando menos Jerêncio podia esperar. Foi tudo bem rápido, aliás, é díficil algo não ser rápido num Opala como o de Jerêncio. Se quisesse, o crente-até-ontem poderia ter freiado. Se quisesse, teria evitado tudo aquilo. Mas não quis, Jerêncio acelerou... e só não acelerou mais por falta de espaço. Havia chegado a hora, pensou ele. Depois de todo esse tempo, havia finalmente chegado a hora. Então Jerêncio, assim como o universo o fez milenios atrás, enfrentou a ira de Deus na terra. Fotografado ultrapassando a barreira dos 240km/h, Jerêncio levou uma multa de R$ 570,00 e teve a carteira de motorista suspensa por um ano e meio. Comente 12.18.2007 Crônica de hoje: "Jantar para casal" Não vou deixar nenhum comentário preliminar dessa vez, só uma indicação de leitura pros chegados em livros: "A Sombra do Vento", do espanhol Carlos Ruiz Záfon. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Jantar para casal Um dia desses Ulisses convidou uma amiga pra comer pizza num rodízio. Ulisses era um dos machos mais cobiçados da faculdade. Foram poucas as gurias que ele chamou pra sair. Ele era bonito, tinha “presença” e outras adjetivações. Mas era mais pão-duro que o Tio Patinhas, disparado mais! Angélica aceitou na hora! Era fato que por mais pão-duro que fosse, Ulisses sabia escolher muito bem os programas que fazia. Ao chegarem na pizzaria, Angélica descobriu o motivo “daquele” ter sido o lugar escolhido. “Hoje, rodízio R$ 8,00! Casal – R$ 15,00!”, dizia uma faixa. A janta, a conversa, os chopes, tudo foi maravilhoso! Angélica já estava pensando como os dois seriam quando casados... há, como seus filhos seriam lindos... como seriam fel... “OITO REAIS POR UM CHOP? EU VOU PROCESSAR VOCÊS! EU ME RECUSO A PAGAR! EU...” Ele nem viu Angélica ir embora. Comente CANSAÇO! - uma das melhores palavras para se definir o final do ano. E que ano corrido esse, não vou ficar fazendo retrospectiva, até porque pensar no que aconteceu ao longo dos 350 e poucos dias que já passaram desse ano não é tão fácil nem tão interessante assim. Obs. Quanto a crônica "O pneu furou!", dedicada à Vanessa, não foi para mostrar que eu não me esqueci, muito menos que só lembrei depois do comentário. A dedicação foi a "mensagem" da crônica. Comente 12.13.2007 É, parece que as vezes as coisas não acontecem - de maneira alguma - do jeito que a gente quer. Quer um exemplo? Lembra daquela vez que a professora deu uma prova BEM no dia do teu aniversário? Pois então, essa é só uma amostra. Mas o pior de tudo é aquela questão besta que você errou na prova uma vez. Não! Pior ainda! Lembra daquelas vezes todas que deu "vontade" de ir no banheiro no meio do filme?! Você paga quase R$ 20,00 para ver um filme e não tem nem como apertar pause, essa é a pior! Sei lá também... pode ser que você ache pior ter que usar óculos a vida toda, e tudo por causa dum maldito exame! Se bem que enxergar ou não... não chega nem a ser uma escolha. Você pode achar que usar aparelho por uns anos é pior do que tudo. Mas o pior não é usar o aparelho... o pior é não poder... deixa pra lá. Muitas coisas acontecem "as vezes"... e as vezes muitas coisas acontecem... mas deixa isso pra lá também! Agora eu pergunto: O que é pior, poder reclamar e gritar quando acaba o papel higiênico ou ficar tranquilo e morrer no vaso? Comente Cronica de hoje: "O pneu furou!" Apesar do mau tempo - quase 40º C - e do ventilador não passar da velocidade III, aqui vai mais uma crônica. Só que essa vai ter uma característica incomum em relação às outras. A dedicatória: Dona Vanessa, essa vai pra ti! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - “O pneu furou!” O dia começou até que bem, para uma crônica. Amanda se levantou e foi amenizar o bafo. “Báh, não tem nada pior que acordar cedo!”, conversava ela com ela mesma. Era pouco antes das sete da madrugada, mal o sol tinha saido, e o dia quente que estava por vir ainda estava frio. Foi para a cozinha, arrumou um cappuccino, procurou o açucar... “Báh, não tem nada pior que cappuccino sem açucar!”, reclamou para si mesma. Ficou com dó de jogar fora a bebida, mas jogou igual. Tinha de ir para o ponto de ônibus... “Não tem nada pior do que ter que pegar ônibus logo de manhã!”, resmungava ela. Faltava meio quarteirão quando ela o viu, brilhando a luz do sol, com aquele sorriso de bobo em seu parachoque traseiro. Ela correu! Correu, correu e correu, como nunca antes havia corrido. Alcançou o sorridente e penetrou em seu aconchego matinal pela porta traseira. “Ufa!”, pensou ela, “Não tem nada pior que perder o ônibus!” Quatro quadras depois o ônibus encosta. “O PNEU FUROU!” Comente 12.11.2007 Crônica de hoje: "Como as coisas são..." Bom, o começo é sempre um novo começo... e a cada novo começo temos que começar alguma coisa pelo começo... "É um ciclo sim fim!", aprendi essa frase no Rei Leão (milenio passado!). Na época eu mal pensava nisso, agora... bom, é só começar a pensar sobre começar algo que eu começo a... e lá vem o ciclo de começos outra vez. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Como as coisas são... Ele tinha 33 anos. Tinha um apartamento no centro, uma casa na praia e um sítio no interior. Tinha uma esposa linda. Um filho que era uma espécie de Nobel em futebol no campeonato da escola. Tinha uma Parati, um Palio e um Puma vermelho – pra passear de vez em quando. Tinha uma loja de cuecas e calcinhas. Uma outra de artigos esportivos e era sócio de uma indústria fabricante de fraudas descartáveis. Tinha medo de gatos, de agulhas e pontes. Tinha muito mais coisas do que pensou que teria, e se orgulhava disso. Mas como o mundo reagiria ao que estava por vir? Como seria seu relacionamento com a esposa? Será que seu filho não o respeitaria mais? O que seus amigos iriam dizer? Por quê? Por quê justo com ele? Foi ao psicólogo, que o falou que aquilo era normal. Foi ao pai-de-santo, que cobrou caro demais. Então foi ao banco, fazer terapia de grupo e descontar seu estresse na guria do caixa 3. Tinha aquilo em sua cabeça, via aquela imagem toda vez que pensava em fechar os olhos. Não tinha mais apetite e mal dormia. Não tinha mais ânimo para nada. “Não! Não é justo!”, afirmava ele. “Não é justo!”, reafirmava ele. Mas a Maldição o acompanhava desde o berço, não seria agora que ela iria embora. “Mas por quê comigo?” E ele pensou, pensou, pensou... refletiu muito sobre o assunto... chegou a conclusão de que um curso de filosofia o teria caido bem... ele percebeu que coisas piores acontecem, que pessoas pisam na merda, que o dólar cai, que o mundo se aquece e, por ai vai... “É verdade, tem coisa pior!” Ele pensou também em todas aquelas pessoas que só tem vagem, couve-flor e “coisas do tipo” para se alimentar... “Dá pra imaginar a vida sem churrasco?” Pensou também em todas aquelas pessoas que não são gaúchas... “Pobres coitados...” (...) “Acho que ficar careca nem é tão ruim assim...” Ivan Grycuk - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Ha! E uma última consideração, só pra não perder viagem... cadê os corinthianos? Comente 12.1.2007 Era uma vez um sonho, era uma vez um desejo... Foi-se a campanha política da adolescência, E chegou a era da responsabilidade... maldita responsabilidade! Ô coisa maldita! "Afasta de mim essas contas!", já diziam os antigos filósofos. E hoje, no primeiro dia, do décimo segundo mês, do dois milésimo sétimo ano do calendário cristão-ateu-"padrão-mundial"... nasce o Conde... Mais uma daquelas malditas responsabilidades!! Ou melhor, responsabilidade não! Digamos que chega uma hora em que os "hobbies" acabam por merecer mais atenção... Bem vindos ao Conde!! Comente Teste... som... 1, 2, 3... xina!! Comente |
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