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![]() O Conde, de Ivan Grycuk...Crônicas, textos, opniões, histórias e poemas... por Ivan Grycuk. 19 anos. Brasileiro. Palmeirense! Acadêmico de Administração pela UFSM.1.30.2008 Um poema: Causa minha, causo meu Meu primeiro poema em .GIF. "Para entrar para a história!" - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Comente Um poema: Minha música, minha musa A batida e o bumbo, O solo de guitarra, O vocal cantando o som da vida E o público vibrando, delirando... Se deliciando com o bom e único Rock 'n' Roll. A nossa música, aquele nosso som, A batida do bumbo, as palmas, gritos... O show é ao vivo, à vista e sem cortes. O solo é longo, complicado, talvez até exagerado... É a hora da guitarra, que solo! Não muito longo... não se pode correr o risco de esfriar a multidão. Começa outra música, Seguida de outra, de mais uma e, de mais outra... O show termina... Mas a música, o nosso Rock 'n' Roll, Áh! Esse nunca vai morrer! Comente 1.29.2008 Crônica de Hoje: Um papagaio para um amigo "Quem nunca gostou de um solo de guitarra que atire a primeira pedra!" - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Um papagaio para um amigo O sujeito resolveu dar um papagaio para outro. Era um amigo, não de infância, ele já não conhecia mais ninguém daquela época. O tal do amigo estava de mudança para uma cidade longe. E não conhecia ninguém por lá. Fora transferido pela empresa em que trabalhava. Fora promovido, é fato, "mas mudar de cidade?". O amigo chorou muito na despedida, parecia que nunca mais ia ver aquelas poucas pessoas que foram despedir-se dele. O tal do sujeito presenteou o amigo com a ave. No início, houve certo silêncio. Mas logo o gelo quebrou... "Um papagaio para outro!", dizia o cartão. Comente 1.25.2008 Crônica de Hoje III: As férias Dica de filme: "The Notebook" ("Diário de uma Paixão") - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - As férias O sujeito estava na praia. Deitado numa cadeira, só de sunga. "Nada melhor do que uma praia!", pensou ele. Passa uma bunda rebolando. "Nada melhor do que uma mulher de biquíni!", diz ele, não muito alto, abrindo um largo sorriso - daqueles que só safado sabe dar. Chega uma vendedora de sorvetes. "Nada melhor do que um sorvetinho na praia!", conversa ele com a vendedora. À noite, sozinho no hotel, pensando no dia que se foi... assistindo televisão e comendo salgadinho... torrado, ardendo e gemendo de dor... "Nada melhor...", riu ele, quase chorando só por ter movido os lábios. Comente O começo do fim É engraçado né... o fim ter começo... o começo ter fim... o sol nascer... nunca soube porque ele se põe em vez de "morrer"... Também é estranha aquela mania de 1º de março, 1º de abril, 1º de maio... se tem primeiro porque não tem 2º, 3º e cia?! Uma amiga que mora em Portugal me contou de uma placa no gramado de uma praça: Se não souber ler pergunte ao guarda." Tem aquela frase de campanha do presidente: "Minha mãe nasceu analfabeta!" E tem aqueles que dizem que... bom, chega! FIM! Comente Crônica de Hoje II: O gnomo Rubens Houve, tempos atrás, em um reino encantado - chamado Heavy Metal Land - um gnomo metaleiro. Rubens era um gnomo baixinho. Magrinho. Narigudo e cabeludo. Curtia Iron, Metallica, Guns... gostava de algumas bandas novas também, como Breaking Benjamin e Hot Action Cop. E Rubens sonhava em ser vocalista de uma banda de rock! "Quem não sonha com isso?!", disse-lhe certa vez um amigo. "Bom, quem sabe um dia?!", respondeu-lhe Rubens. E os anos passaram... e muitas bandas apareceram... e muitas outras desapareceram... e muita coisa mudou... e muita coisa continuou igual... "Se você quer tanto assim ser vocalista de uma banda, por que não faz um curso de canto ou coisa assim?", perguntou o mesmo amigo que zombou-lhe o sonho. "Mas se eu realizar o meu sonho eu vou sonhar com o quê?" Comente "Tudo o que eu queria eram férias... NA PRAIA!!!!" (frase célebre de Ivan Grycuk - "precisador de férias") Comente Crônica de Hoje: A descoberta - Parte II (continuação) Pedro e Bianca estavam em Floripa. A lua-de-mel estava se transformando em lua-de-mal. Pedro só pensava em sexo. Bianca só pensava em caminhar na praia... e os dois viviam brigando para sempre. Até que Pedro lembrou: "Nada como um monte de espumante pra animar uma mulher!". E enquanto Bianca caminhava - sozinha - pela praia. Ele foi comprar o tal do espumante. Logo que Bianca chegou, notou que havia algo errado. As luzes estavam apagadas. A porta entreaberta. Algumas coisas jogadas no chão - se bem que com Pedro na casa isso nem era tão estranho assim... tentou acender a luz, mas não conseguiu. Ouviu alguns barulhos no quintal dos fundos. Começou a ficar preocupada, com medo. Correu de volta para a praia. Quando se distanciou um pouco da casa, pegou o celular e discou 190. "Alô, acho que invadiram minha casa! Eu preciso qu... Bianca. Tenho 26. Não sei o endereço, mas fica perto da praia da Joaquina. Não, não! Não vi ninguém, mas ouvi alguns barulhos, e tinha um monte de coisas no chão, eu fiquei com medo e... ta bom. Vou ficar esperando por perto então." 10 minutos de olhadelas no relógio do celular. 20 minutos de... 30 min... (...) Pedro se levantou irritadíssimo. Foi no banheiro fazer xixi. Lavou as mãos, trancou a casa e saiu em direção à praia. “Aonde será que a Bianca se meteu, porr...", disse ele. Bianca estava na esquina do quarteirão, esperando a viatura que a polícia havia enviado há... quase 50 minutos. Nem notou Pedro andando na praia a sua procura. E Pedro foi indo... indo... indo... E Bianca desistiu. Voltou para casa, que estava trancada. Ela não havia levado nenhuma chave. Então foi para os fundos. "Talvez o Pedro esteja ouvindo música...", pensou. Chegando aos fundos da casa, percebeu duas garrafas de espumante em um balde cheio de água, ainda gelada. Tomou uma taça. Outra. Mais uma. A outra garrafa... Quando Pedro chegou, quase sem ar de tanto andar, não conseguiu achar o celular dentro de casa. "Não devia ter tirado a porcaria da lâmpada pra por lá fora!", pensou ele, irritado. Estava preocupado, nunca havia ficado tão preocupado... queria ligar para a polícia e notificar o desaparecimento de sua esposa... Acabou indo procurar pelo aparelho nos fundos. E encontrou Bianca dormindo. De boca aberta. Babando. Quase caindo da cadeira. "Que m...", pensou ele. Pedro a carregou para a cama, tirou sua roupa e a vestiu com a camisola. Ligou o ar-condicionado e a cobriu. Não se deitou ao seu lado. Ficou sentado na poltrona ao lado da cama. "Que mulher mais linda... que...", suspirava ele, baixinho. Bianca acordou umas 10 da manhã. Encontrou Pedro dormindo. De boca aberta. Babando. Quase caindo da poltrona. "Olha só pra isso...", pensou ela, irritada. Cutucou Pedro, que pulou de susto. "Bom dia minha querida!", disse ele, com os olhos ainda entreabertos de sono... meio dormindo... "Dormiu bem?" "Dormi um sono bem pesado... tão pesado que minha cabeça ta um chumbo até agora... posso saber por onde você andou ontem a noite?” "Estava te procurando, tinha preparado uma surpr..." E Pedro e Bianca conversaram... se desentenderam... se entenderam... e a lua-de-mal continuou... Só que com a ressaca de Bianca quem saiu para caminhar foi Pedro. (continua) Comente 1.23.2008 "dia de folga" Comente 1.22.2008 Crônica de Hoje: O remédio Enquanto muitos acreditam em Deus, Horácio acredita apenas em si mesmo. "Não da pra confiar em alguém como Deus. Olha tudo o que ele fez! É tudo culpa dele!", ele costuma dizer. Horácio, mais um daqueles muitos azaristas (adeptos do azar) declarados que existem por ai, é um cara de muita sorte. Esses dias ele finalmente conseguiu dar seu primeiro-beijo em uma guria. No dia seguinte passou na USPA (Universidade de São Paulo de Alendosópolis). No outro, finalmente conseguiu sua Carteira de Motorista. Em comemoração, seus amigos o levaram a casa da namorada, e Horácio... Lá estava ele, careca, despido, confuso, meio tonto e com um lacinho vermelho, em forma de gravata borboleta, amarrado em cada pulso. Logo foi recuperando os sentidos, lembrando-se de alguns flashes da noite anterior. "Que dor de cabeça!", pensou alto. Foi, aos poucos, notando o lugar a sua volta. Estava numa garagem de prédio. Mas que prédio? Como...?... Entrou um carro, mas Horácio não conseguiu distinguir muito bem qual era. Horácio então levantou-se, mas quase veio ao chão novamente. Cambaleou alguns metros, apoiando-se na parede escura. Não aguentou muito, cedeu á força das forças maiores e desabou. Acordou, ele não sabe quanto tempo depois, no banco de trás de um carro. Mas acabou por cair no sono novamente. Chegando ao destino, alguns homens carregaram Horácio para uma cama e lhe deram alguns comprimidos. Quando finalmente acordou, sua namorada estava lá, olhando para ele, segurando a risada e lhe fazendo cafuné na careca. Então ela fez uma espécie de sinal com a mão direita, e seus amigos entraram no quarto. Horácio estava começando a entender a razão de estar ali, começando a entender o sentido de tudo. Ele percebeu os móveis e objetos a sua volta. Viu o sol lá fora. As nuvens brancas formavam uma imagem qualquer. "Mas que imagem mais linda!", pensou Horácio. Ele estava na casa de um dos amigos - um sítio para falar a verdade. Ficou sabendo que mais tarde haveria uma churrascada. "Com muita cerveja e muita mulher", de acordo com um de seus amigos. Mas Horácio estava feliz demais com sua garota para pensar em outra. Queria era aproveitar a dele! Seus amigos o parabenizaram pelo vestibular. Sua mãe também apareceu na festa, mas foi logo embora. "Um carro?! Mãe que demais! Obrigado! Obrigado mesmo! Que demais! Puxa que pariu! Te amo tanto mãe! Nossa! Não acredito!", disse Horácio, já de dentro do carro, olhando e fuçando em tudo, depois de abraçar e beijar muito a mãe. Como estava feliz o Horácio! Nem bem o dia tinha começado e como ele estava feliz! Até pelo trote ele estava feliz! Mesmo um pouco tonto. Horácio estava feliz! Um de seus amigos estava assando a carne. Outro estava na piscina com algumas garotas. Outros estavam jogando pebolim. Alguns sentados à mesa - falando besteiras e contando histórias, estas ainda piores do que aquelas. Sua namorada estava sentada a seu lado - e lhe dava beijos no rosto e na boca de vez em quando. Como estava feliz o Horácio. Chegou o primeiro pedaço de picanha, e Horácio finalmente acordou de verdade e percebeu que era tudo uma porcaria duma droga de um sonho!! Comente 1.20.2008 E mais uma novidade do bloguista... a crônica "Cotidiano" vai fazer parte do livro: Entrelinhas - Contos e Microcontos, da Editora Andross. O lançamento será no dia 10 de maio de 2008. Na Casa das Rosas.
O endereço é: Av. Paulista, 37. São Paulo - SP. A festa de lançamento terá início ás 16 e término ás 19 horas. *A crônica "O Conde" é, também, uma possível integrante do livro. Comente 1.19.2008 Crônica de Hoje II: Na primeira página Quem dirigia o Uno branco, com dizeres "Prefeitura de Alendosópolis - Secretaria do Desenvolvimento e Meio-Ambiente", era o filho do ex-prefeito, que tinha a "2º via" da chave do veículo. O cara gostava de dirigir. E ninguém nunca se incomodou com ele na prefeitura. O veículo sempre voltava de tanque cheio - nada melhor para que o poder público, digamos, "economize" um pouco. O pessoal da cidade sabia do caso, mas já que a prefeitura "ta sem verba", qualquer ajuda é bem-vinda. Um dia desses, Judas levou uma das namoradas, a bela Dalila para o "Templo do Papa Alfredo", o motel da cidade. Curiosa e casualmente, uma repórter - que para o nosso espanto, é ex-namorada de Judas - estava de plantão no local. (...) Dia seguinte. Estampando a primeira página: "Filho de ex-prefeito não brinca em serviço! Judas, acíduo promotor do DESENVOLVIMENTO e da PRESERVAÇÃO MEIO-AMBIENTAL de Alendosópolis, visitou ontem por volta das 15:27 o Templo do Papa Alfredo. A organização é, certamente, a única da cidade com uma política de preservação da natureza - mesmo que humana - em sua essência. Desde sua criação, há treze anos atrás, muitas das mais conceituadas figuras da história já passaram pelo Templo. Dizem que a mãe de Joscelyno já passou por lá, e não faz muito tempo. Até Amim, o preto, conhece o local. Esse ano tem eleição! Então, nada melhor do que um jargão: “Tá bom porque tá ruim, seria melhor se estivesse pior!” Comente Crônica de Hoje: O pombo "Antes de ver algo com os seus olhos, tente ver com os olhos dos outros!" - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - O pombo Era uma sexta-feira, pouco depois das 11:30. O dia estava um pouco nublado, e a temperatura por volta dos 17ºC. Os pássaros cantavam, meio roços... mas afinados. Um sopro frio de vento ecoava nos ouvidos de Jéssica. E ela andava encolhida, apertando e esfregando suas mãos. De quando em quando, ia se abraçando e resmungando, esperando esquentar um pouco. "17ºC nem é tão frio assim garota!", lhe dizia ela mesma. "Calma lindinha! Ta quase lá, só mais um pouco...", dizia baixinho, para ninguém mais escutar. Para o "relógio da praça" a temperatura estava em 46ºC. "Essa coisa nunca funciona! Era melhor que gastassem dinheiro público em calçadas descentes! Porcaria de relóg..." Jéssica caminhava pela avenida principal, aquela do "edifício de seis andares" - o maior da região - quando um pombo pousou alguns metros a sua frente. Jéssica continuou andando, mas olhava curiosa para o pombo... "Esse sim é um bicho esquisito! - pensava ela - Eles devem ter algum sentido especial para notar as pessoas... sempre fogem da gente, mesmo sem estar olhando..." E Jéssica ia se aproximando do pombo, que não esboçava reação. Até que, quando o pombo estava a pouco mais de 2 metros de distância, Jéssica parou. O pombo, antes de costas, encarou-a olho-no-olho. Alguns segundos se passaram, e nenhum dos dois esboçou qualquer reação. Então o pombo disse para Jéssica: "Vá, minha filha! Você está livre!" E Jéssica saiu voando... estava liberta de tudo. A temperatura agora estava agradável. E tudo do que ela tinha medo estava longe... bem longe lá pra baixo. Comente Como as coisas foram... Não é difícil dizer que foi fácil. Mas essa história de "fácil"... bom, nada mais fácil do que abrir a boca e emitir algum som, não?! Não! Não é fácil! Chegar "aqui" é um desafio que muitos não conseguiram vencer facilmente - alguns digitaram um I no lugar do O e erraram o endereço do blog, outros... coisas assim acontecem o tempo todo. Exemplos meus a parte, como diria Bob Dylan, em Blowing in the Wind: "Até quando o homem pode virar a cara e fingir que apenas não vê? A resposta, meu amigo, está voando no vento!" É, voando no vento... com o vento... e se espalhando por ai. Até quando, meu amigo, vamos ficar olhando um para o outro, e fingir que apenas não nos vemos? "Ei! Cara do tamborim! Toca uma música ai pra mim!". E esquecemos... por um tempo... até que lembramos de tudo outra vez. E ai a música recomeça. E também a festa, a bebedeira, a vida e tudo o mais... e isso faz pensar ... o que mudou? Comente 1.18.2008 Crônica de Hoje: A história de Joscelyno Na manhã de ontem aconteceu algo espetacular na vida de Joscelyno. Não, obviamente, pelo fato de ter "aparecido" no rádio - no absurdamente ouvido "Boletim das 03:00", da "Canecos FM", da cidade de Bom Judas do Pará. Foi por outra coisa. A manhã de ontem foi diferente. Em sua estréia como boletinhador, Joscelyno recebeu o primeiro telefonema sério da história do programa. E deu a primeira notícia de primeira-mão da história do boletim. Mas também não foi por isso o "espetacular". O telefonema foi de Carla. A repórter noturna da rádio. Sua missão principal? Ficar no "Estratosfenix" - o bar mais badalado de Bom Judas do Pará - esperando uma "notícia quente" (não pense besteiras!). Na verdade não foi uma notícia importante. Mas teve sua repercussão. Joscelyno anunciou que: "Apenas alguns minutos atrás, diretamente do Estratosfenix, nossa repórter informou que o prefeito de uma cidade vizinha foi visto saindo de um quarto com uma moça. A identidade de ambos ainda não foi confirmada, mas... opa! Acaba de chegar a informação que o sujeito é Guilierme Cachoffo, o prefeito de Campana do Bresteiro, cidade da região metropolitana da Grande Bom Judas..." As 03:15, quando Joscelyno saiu do serviço, a rádio estava cercada por uma multidão de curiosos, os dois querendo saber quem era a tal moça - eram os advogados Shuster's e Shester's. Mas joscelyno, com as mãos tampando o rosto, correu para seu camelo* e saiu cantando pneu. Quando acordou, sua casa estava cercada. Milhões e milhões de cidadãos da lei queriam saber quem era a tal da moça. Joscelyno teve até de comer pão-de-ontem no café. O telefone não parava de tocar. E ele - esperando pela ligação matinal da mãe - dizia que aquele número não era do Joscelyno, era de Amim, o preto, que não estava lá. Escândalo e fofóca! Nem acidente corre tanto! Muitos tentaram fazer contato com Joscelyno naquela manhã. O único que conseguiu arrancar algo dele foi seu chefe. Que acabou por lhe prometer um programa de duas horas de duração na parte da tarde, das 14:00 as 16:00, com o nome e o tema que Joscelyno bem entedesse. Era sua primeira promoção! Como estava feliz o Joscelyno! Mas não era esse o "espetacular" da manhã. Tudo que o dono da rádio - advogado aposentado - descobriu foi que Carla não revelara para o novo astro da Canecos FM nada sobre a moça. Ficou furioso com Joscelyno. Mas promessa é promessa! Carla também recebeu promoção. Mas seu programa de duas horas era das 16:00 as 18:00, seu salário aumentou bem mais que o de Joscelyno e ela virou sócia da rádio... "mulheres!". Em sua casa, Joscelyno começou a preparar seu programa para a tarde. Como era boa a sensação de fazer seu próprio programa. De escolher o tema que bem entendesse. De selecionar as músicas, os entrevistados e por ai vai... não demorou muito para Joscelyno desistir de ser radialista. *bicicleta Comente 1.16.2008 Crônica de Hoje II: A lenda de além de Alendosópolis Pouco depois, pouco além de Alendosópolis – a “cidade do além” – há um gramado. Mas esse gramado não é de grama comum. Sua grama muda de cor conforme alguém pisa nela. As vezes até aparecem mensagens escritas, geralmente em Arial. Horácio – que desta vez não está acompanhando a crônica – um dia foi conferir se era verdade o que diziam sobre o local. Horácio, apesar de rico, está abaixo de Congo e Haiti no Índice de Distribuição de Sorte (IDS). Ele foi ver o gramado numa quarta-feira trinta. Que, por “coincidência”, ou pura falta de sorte, era - justa ou injustamente – o dia “daqueles dias” mais influente sobre o temperamento da grama. Pobre do Horácio! Horácio caminhou cuidadosamente em direção ao gramado. Não queria cair ou se enroscar em “seja lá o que for” que havia na trilha para o ponto turístico de além de Alendosópolis. Não adiantou! Quando menos esperava, um mamão caiu em sua cabeça. Poucos metros adiante, tropeçou numa melancia e caiu de cara em outra. Mais alguns metros e... ele chegou ao gramado. Como estava feliz o pobre do Horácio! Podia ver o gramado, que se estendia de um ponto bem abaixo de seus pés até... O gramado, verde até então, começou a assumir um tom amarelado. Passando, em alguns segundos, para laranja. Chegando ao vermelho escuro para, então passar a um tom de vinho. Pouco depois ficou roxo. Roxo! Quase tão roxo quanto uma mulher com raiva – mas não tão roxo. E Horácio, ali parado. Assistindo maravilhado aquele espetáculo da natureza de além de Alendosópolis. Mal percebeu o quanto apenas sua simples presença - mesmo que calada, inofensiva, indefesa e inocente - irritava a dita grama. Pobre do Horácio! E a grama, com sua fúria infernal, deferiu um golpe certeiro em Horácio. Não! A grama não saiu do lugar nem nada. Apenas compôs a seguinte mensagem em seus domínios, em Arial, cor branca – em contraste com o roxo quase negro de sua pigmentação – e em negrito: “CHEGA!!! NÃO AGUENTO MAIS!!! SAI DE PERTO DE MIM ANTES QUE SEJA TARDE!!!” Comente Cronica de Hoje: A descoberta – parte I "A saga de Pedro e Bianca só não virou novela porque na vida real não existem bandidos... e se existissem todo mundo o seria." Comentarista misterioso - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - A descoberta – parte I Pedro. Olhos verdes. Antes gaúcho... depois brasileiro. Gremista roxo de tão azul. Nascido em casa. De pais juntos, juntos até que o fim os separe. De família tradicional. Louco por matemática e História. Pouco antes de seus 13 anos, Pedro Ernesto Lombardi – seu nome por extenso - deu seu primeiro beijo na boca. Foi numa guria alta e bem ajeitada, uns 4 anos mais velha. Os dois foram amantes durante alguns meses. Nada de avançar o sinal. Apenas um namoriquinhozinho aqui e ali. Hoje em dia, Pedro namora Bianca Batistilli. Um dia desses, Bianca deu um flagra um Pedro. Quase que isso significou o fim do relacionamento dos dois. Pedro ficou sem sexo por um bom tempo, mas aprendeu! Nunca mais tomou água da jarra. Bianca era “pra lá” de ciumenta. E com a ajuda de sua equipe de detetives particulares, descobriu que seu marido mantinha conversas regulares com uma colega de trabalho. O ”big-bang“ em si nunca foi comprovado, mas só o fato de Pedro conversar com outro ser qualquer - seja homem, mulher, nenhum deles ou os dois... - já era motivo de briga e escarcéu. O casamento do casal correu bem. Bianca entrou ouvindo “You’re the Devil in Disguise” (“Você é o diabo disfarçado”), do Elvis. E Pedro, que só pensava nas férias em Floripa - a lua-de-mel de verdade são os primeiros meses de namoro... o casamento... bom... é pra toda vida... ou não –, entrou ao som de “Fly Away From Here” (“Voar para longe daqui”) do Aeromisth. (..) Comente Mais um trecho de "Bom". 4 É. Uma frase pode influenciar muito uma pessoa. Lembro-me sempre de meu avô lendo e elogiando livros e autores: “Como alguém pode escrever algo assim?” ou “Não tem nada melhor do que ler um bom livro!”. Confesso que, como neto mimado – arrisco dizer que o mais mimado de todos – sempre senti muito ciúme dos livros que recebiam tais elogios. Para mim não podia haver nada melhor do que a minha companhia. Já para meu avô os livros é que eram a melhor coisa do mundo, talvez a melhor companhia. O livro é um amigo que nunca te deixa na mão. É um amigo que sabe o que você pensa e que te da os conselhos para resolver os quebra-cabeças que montamos na vida. Como é bom ler um livro! Pena que demorei um bocado para entender isso! Mas voltando ao meu avô. O que eu mais queria no mundo era que ele se orgulhasse de mim. E embora eu tivesse boas notas, me comportasse bem, sempre dissesse “por favor” e “obrigado”... os elogios nunca eram suficientes. Queria que ele se orgulhasse de mim! Que enchesse os olhos de lágrimas e abrisse um larguíssimo sorriso de admiração ao falar de mim! Talvez seja muita pretensão... mas era o que eu queria! Mais do que qualquer coisa! Escrevo desde 2002... 2003. Tenho muitos textos “jogados” no computador. De muitos momentos da vida. Momentos revoltados. Tristes. Apaixonados. Confusos. Felizes... Confesso que não gosto de grande parte desses textos. Mas me admiro ao lê-los. Fico impressionado com certos pensamentos meus daquela época. Alguns até me fazem refletir um pouco. A partir de 2004, mergulhei em poemas. Não li muitos, confesso. Mas escrevi dezenas. E considero vários deles muito bem escritos e com excelente conteúdo. Também em 2004, comecei a escrever contos e crônicas. Não sabia na época, mas escrevia. Em 2005/06 surgiu o sonho e a vontade. Com incentivo de alguns amigos, eu não parava de escrever. Principalmente poemas. Em 2006 apareceu a idéia de um livro. E a sensação de escrever e direcionar a história da vida de “alguém” era incrível. Em 2007 surgiram outras idéias. Entre elas esse livro. Um outro livro, de crônicas, poemas e pensamentos. Foi criado, ainda, – e graças a muita insistência da minha Janaina – o blog “O Conde”. Que acabou por resultar em 20 impressões do meu primeiro livro: “O Conde. Lembranças, Crônicas, Poemas...”, distribuído apenas para alguns familiares e amigos. Que tem como conteúdo uma seleção de alguns textos escritos até então. 2008 começou com muitos projetos. E mais forte do que antes, o sonho de fazer meu avô orgulhar-se de mim continua. Mas agora estendido a minha mãe e a minha avó – que eu não compreendia muito bem antes, mas que são igualmente dignas da minha mais profunda admiração. O que vem por ai?! “Bom”, muita coisa ainda. Pode apostar! Comente 1.15.2008 "Bom" "Bom" é um outro livro que tenho planos de escrever. Vai ser um conjunto de histórias e memórias. De lembranças ou sonhos que eu tive ou tenho. A intenção dele é - através dos textos - refletir sobre a importância da relação das pessoas, das memórias e das "guinadas" da vida com o jeito de ser de um indivíduo. Um exemplo disso é como uma frase pode influenciar o futuro de uma pessoa em relação a algo. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Trecho de "Bom": 2 A cada dia que vem e vai, cada noite que passa, cada palavra falada, cada sentimento demonstrado... cada sorriso dado... cada mão estendida... cada ação ou reação provocada... a cada movimento ou não... a cada passo, a cada degrau... a cada tombo... a todo e qualquer som de prato, bumbo, surdo, tons, violão... a cada tudo ou nada... a cada conselho ou palavrão... a cada pensamento ou ilusão, tudo fica meio vago... um pouco confuso, deve ser o cansaço! O maldito stress! Lembro de uma vez em que quebrei a cabeça da “Virgem” da minha avó... esbarrei nela sem querer, nem me lembro direito como. Coloquei a cabeça de volta em cima do corpo da estatuetazinha, a certa distância nem se via a rachadura um pouco abaixo do pescoço da “Santa”. Acho que esta foi a minha primeira experiência com o tão famoso “stress”. Não aguentei muito tempo com o segredo... menos de uma semana depois informei minha avó da travessura cometida... ganhei um “Tudo bem meu querido, a gente compra outra.”. Foi um alívio! Comente Um poema: Caleidoscópio Azul Combinação, obstinação... Formas e formas na imensidão... O gelo, o frio, a agonia, o medo... O mar... ondas... cataratas... olhos... narizes... Um vulcão, uma escada, um desejo... desejo... A luz é negra, e o céu não é azul, É colorido, despedaçado... fragmentado... Recortado, picotado, ajeitado, arrumado... O céu não é azul... é roxo! É negro! Combinação... imensidão... espelhos... O abstrato queima com chama azul as diferenças, Os preconceitos... a arte queima a pobreza, queima a riqueza... Caleidoscópio azul... Um caleidoscópio azul... Um caleidoscópio azul... A luz é negra... o mundo, o céu, Deus, os demônios e eu... Todos os diabos, todos os santos, anjos, feras... Mergulhados nesse abismo... profundo... fundo... profundo... A luz é negra, assim como nós... O abismo é fundo, como nós... A solução está distante, como nós... O mundo não tem solução... como nós? A vida continua... para todos? O tempo passa... e as feridas? Capitalismo... socialismo... o que mais? Paz... guerras... MORTE! MORTE! E mais MORTE! Até quando? A luz é negra... assim como nós... negra... Mas se observarmos bem o caleidoscópio da vida... Há esse tem inúmeros lados... Inclusive um lado azul... (baseado na obra "Caleidoscópio Azul", de Carlos Miceli) Comente Crônica de Hoje: The bright side of Horácio (O lado brilhante de Horácio) Ele voltou! Como é sabido, uma história só termina quando alguém põe um fim nela. E o fim não é nada mais que um novo começo. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - The bright side of Horácio (O lado brilhante de Horácio) Apesar de manco, Horácio era um excelente jogador de volei. Até que jogava bem basquete também. Mas era como a maioria dos brasileiros, digo, dos terráqueos, no futebol. Horácio era alérgico a batatas. E não comia a mandioca "Por precaução.", dizia ele. Horácio não era nem preto nem branco. Apesar dos olhos - um verde e um amarelo. Era brasileiro! Um ser "afro-índio-europeu... e por ai vai, e longe...". Horácio não fumava e não fumavam Horácio. Nem só pra experimentar. Horácio gostava de ler, de escrever, de ser, de exisir, de sentir, de rir, de dormir... de preferência verbos terminados em "er" e "ir"... não entendia muito bem as outras formas. Horácio fazia o arroz. Mas o arroz não fazia o coitado do Horácio. Horácio era mistura de gaúcho com baiano. Quase um "goiano". Horácio era inteligente e besta. Confuso e organizado. Introvertido e desesperado. E Horácio... o grande Horácio! Pediu pra eu acabar com sua crônica outra vez! Antes que a coisa piorasse ainda mais pro lado dele! Comente 1.13.2008 Crônica de Hoje: Que noite! Da-lhe domingo! O melhor dia da semana! Só o que me falta é uma praia e um coco! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Que noite! Passava um pouco mais de 10 minutos das 6 da manhã. Que noite aquela! Ele levantou e foi escovar os dentes. Olhou-se no espelho e espantou-se com a forma assumida por seus cabelos. Que noite aquela! Foi fazer um café. Pôs o pó no filtro. Jogou a água quente. Como é bom aquele cheiro! E como é bom viver! E que noite aquela! Sentou-se a frente do computador para ler o jornal na internet. Não gostava de sujar os dedos com o de papel. Acessou o mesmo site de sempre. Leu alguns artigos sobre a economia brasileira. Sobre os possíveis alvos terroristas dos próximos dias. Deu uma olhada nas notícias do Palmeiras. Também deu uma olhadinha no que estava acontecendo com o Corinthians, só para saber e, poder tirar sarro com consciência depois. Não lembro quem foi que disse que: "Corinthiano é que nem barata! Quanto mais a gente mais mata mais nasce!", e não tem muita coisa melhor do que tirar sarro de corinthiano... Mas realmente, que noite aquela! Foi para o quarto. Tirou o pijama e vestiu-se com os trajes - ditos - adequados para um administrador profissional. Indo para a garagem, lembrou dos óculos escuros. "Mais um dia sem eles não da!", disse em voz alta para si mesmo. Entrou no carro. Ligou o som. O que tocava era um cd do Skid Row. Depois duma noite daquelas, nada melhor! Chegou ao trabalho e verificou os e-mails. Não fazia isso em casa porque não trabalhava em casa. "Ninguém manda e-mail pra te convidar pra um churrasco.", dizia ele. Que noite aquela! Depois do dia de trabalho, voltou para casa. Havia passado pela locadora para devolver e pegar alguns filmes. Era casado. Ou melhor, não era. Era um pouco casado. A parte do compromisso e tal. Nada de contrato. "Era só o que me faltava! Contrato até pra isso!", dizia ele e, ela também. Já em casa, convidou sua companheira para compartilhar de alguns bons momentos a frente de um aparelho emissor de raios de luz que penetram em nossos olhos formando imagens coloridas de alta definição... Viram os 3 filmes. Eram fanáticos! Os melhores clientes da locadora! Aliás, até tinham sua própria coleção de filmes em casa. Mas ela era especialmente para quando decidiam ver um filme domingo de manhã. Quando a locadora não abria. Foram para cama. Lá, comantaram a noite anterior. Que noite aquela! Quase não dormiram. Não! Não chouveu pedras. Não! Não tinha nenhuma festa no vizinho. Não! Ninguém ficou passando trote de madrugada. Também não "foram pra cama". Nem tiveram insônia. Muito menos foram correndo pro hospital por causa de algum parente azarado ou exagerado. Ficaram sim, foi conversando sobre o quanto eram felizes juntos. Com cafunés e abraços. Frases de efeito, dedicações e declarações. Como eram felizes! Apesar de tudo, de tudo que não fazia parte do "eles dois", eram as pessoas mais felizes do mundo! Que casal aquele! E que noite foi aquela! Que noite vai ser essa! Comente Fuçando nos arquivos... Texto editado do original, publicado no meu primeiro blog, o - extinto - TTb, em 20 de Setembro de 2004. Mamãe disse assim: "- Não sei porque você não gosta de verdura. Elas só fazem bem pra gente!! E outra, se Deus fez elas, é pra nós comermos!!" É claro, não dava pra deixar uma dessas passar em branco: "- Há é?! Pois eu provo na Bíblia que Deus não gosta de verduras!" E ela: "- DÚVIDO!! Nunca mais te falo pra comer verduras se você conseguir isso!" *NOTA - Conhecem a história de Caim e Abél? Um resumo então: Caim e Abél Caim e Abél foram os primeiros filhos de Adão e Eva (que em certas religiões são considerados os primeiros seres humanos). Caim era lavrador. "Criador" de verduras, frutas... tomates e etc. Abél era pastor de ovelhas. "....Aconteceu que Caim trouxe do fruto da terra (VERDURAS) uma oferta ao Senhor. Abél, por sua vez, trouxe das primícias (das melhores) do seu rebanho. Agradou-se o Senhor de Abél e de sua oferta; mas em relação a Caim e sua oferta, não se agradou...." (Genesis 4:3-5) Pra quem quiser saber o resto da história... depois que Caim viu que o "Todo" preferiu o churrasco de Abél às suas verduras, ele cometeu o primeiro homicidio da historia da humanidade. Matou seu irmão Abél. Resumindo tudo, o primeiro pecado pode até ter sido por "culpa" da mulher... mas o primeiro assassinato começou na salada! Comente 1.12.2008 Crônica de Hoje: A grande miséria Especialmente a todos os imcompreendidos do mundo! Ou melhor, a TODOS! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - A grande miséria Era uma pizza de palmito. Com muitos pequenos palmitinhos em forma de cubo. E ela os devorava a todos! Não sobrava um! Era uma grande vantagem ser filha de pizzaiolo. "Não havia profissão melhor para um pai!", pensava ela. Tinha orgulho de cada mesa, cada cadeira e de cada fôrma circular que fazia parte daquele recinto. Como ela amava aquele lugar! Foi-se a criancisse... a adolescentisse... e chegou a tal da "vida adulta"... a adultisse - que dependendo da interpretação pode ser considerada uma mistura de "adulbo" com "idiotisse". Era agora a regente da "Orquestra Italiana", a maior pizzaria de Alendosópolis, a cidade do Além. Seu pai, agora um praiaotista-de-tatuagem - porque, como eu já falei, carteirinha a gente perde - mora numa praia do Ceará. Só ele, uma rede e um baú imenso, cheio de livros. Ela era uma mulher feliz. Não se casara e não tinha filhos. Nunca namorou sério. Não queria se estressar. Só trabalhava a noite. E de dia, escrevia. Um dia desses ela me mandou uma crônica para revisar, com o nome de "A grande miséria". Fiquei curioso e mergulhei na sua leitura! A história era mais ou menos assim: Ele era um escritor muito bom. Embora nem ele nem ninguém o soubesse! Ele era alto, mas era o "alto bonito", não o "beija-teto". Era forte, mas era o "forte bonito", não o "orangotango". Ele também era romântico! E sabia dançar muito bem! Era perfeito! Lindo! Tinha cabelo castanho, olhos verdes e bochechas fartas. E sabia "pegar-de-jeito"! Que abraços ele me dava! "Que homem que ele era!" Na certa ele gostava de mim! Estava sempre comigo! Era meu melhor amigo! Falávamos de tudo! De tudo mesmo! Eu amava ele! Nunca havia entendido porque ele nunca tentou nada comigo. Sou bonita até! Sei que sou! Ele me amava também! Sei que amava! Até que um dia desses, quando tentei chegar perto de seus lábios carnudos - Ai! Que lábios lindos ele tinha! - ele me segurou e me contou algo que quebrou meu coração. Ele era meu irmão! Comente "Júlia, a Dona do Brasil" Este é um trecho retirado de um "futuro-livro" em que estou trabalhando. A idéia foi em conjunto com um ex-colega de cursinho que se perdeu por ai, Heitor Grillo. O título provisório está acima. Previsão de lançamento? Ainda não! A história vai se desenrolar em torno de Júlia, filha de Marcos - um pastor evangélico ateu que é capaz de fazer qualquer coisa pela filha. Sua esposa, Cíntia, não é mãe de Júlia, mas só o casal o sabe. Marcos e Cíntia brigam muito. E assim que pode, Júlia sai de casa para fazer faculdade numa cidade distante. O casal se separa e começa, então, uma briga pelo imenso patrimônio da igreja, a terceira maior do país. Que inclui, além de um templo "em forma de estádio, com milhões de tijolos de concreto a vista, que dava aos meros e estúpidos mortais a impressão de tratar-se de uma arena antiga. Uma daquelas onde escravos/gladiadores eram mortos para o entretenimento da plebe. Muitos iam à igreja apenas para ver o espetáculo.", uma imensa quantidade de outros templos, fazendas-clube de recreação, imóveis e investimentos pelo Brasil. Marcos se esgota com a briga e desiste de tudo. Mas Júlia não! Ela volta a São Paulo e... - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - (...) Parte II Como sempre, era um lindo dia de sol, talvez meio nublado… ou quem sabe um pouco chuvoso, frio e quente… feio e sem nenhuma estrela cadente. E como sempre, os pássaros estavam voando, as árvores balançando… e como sempre, uma mulher contava pra outra sobre como a Jenovevazinha era uma garota insuportável. Mas isso bem longe de São Paulo… a maior metrópole do país, com seus mais de dez milhões de maníacos, loucos e dementes entre algumas poucas criaturas anormais. Por lá, é possível se observar o mais alto estágio do desenvolvimento. Aquele em que um arquiteto planeja um bloco de concreto, onde algumas centenas de pessoas que não se conhecem, que sentem medo e reclamam umas das outras - principalmente nos fins de semana - convivem juntas, em perfeita e indubitável harmonia paulistana. São Paulo. O mundo de concreto. A capital financeira do Brasil. Um paraíso onde vivem todas as raças. Todos os tipos de gente, de bandidos. Um paraíso de coisas a se fazer, de lugares a ir. De igrejas e puteros a freqüentar. Um paraíso infernizado pela apreensão a cada esquina. Pelo medo a cada farol. Pelo susto a cada “toc-toc” no vidro do carro. Pela riqueza. Pela miséria. Pelo desespero de umas várias mães, de muitos quantos pais. Paraíso infernizado pela coexistência em desarmonia de uma sociedade suja, bêbada e jogada num beco, da maior cidade do quinto maior país do mundo, São Paulo. (...) Comente 1.11.2008 EXTRA! EXTRA! Não! Não! O mundo não vai acabar amanhã de manhã!... A partir da semana que vem o jornal "Cidade Regional" - que é distribuido para 13 municípios da região de Palmeira das Missôes - estará publicando uma coluna com os textos do "bloguista" que vos escreve. Mais informações, mais um aguardem! Comente Um poema: Simples assim Ao brilho verde do nascer do meu sol, O calor do primeiro piscar, Aquele primeiro olhar da manhã Entende-se por amor a soma de duas almas. Diz-se paixão a conexão estabelecida entre dois seres se amando. Compreende-se por ciúme o medo de perder o algo mais importante. Contam que amar é o fim. Aliás, o único fim. O fim! Costuma-se falar que se apaixonar é o começo do fim. Melhor, o começo! E ao brilho verde do nascer do meu sol, O calor do primeiro piscar, Aquele primeiro olhar, logo de manhã... Cedo ou não O beijo, Aquele beijo, O beijo que o meu amor me beija. O beijo que eu beijo ela, E o beijo que ela da em mim. Comente Com quem será? Essa é a primeira parte de uma história - de um pentágono amoroso, pra ser mais exato - que além das letras, está sendo adaptada para o teatro pelo Grupo Oposto, de Palmeira das Missões. Mais notícias e mais partes dela vêm por ai! Isso aqui já tá parecendo blog de político... uma promessa atras da outra... - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Com quem será? Benjamin gostava de Alice. Alice gostava de Carlos. Carlos era gostado também por Aline. Que por sua vez tinha uma amiga chamada Bruna que era louca por Benjamin. Um dia desses Aline ficou com Benjamin e, Bruna, com raiva, ficou com Carlos. A ficação durou uns dias até, mas os periquitinhos não chegaram a se afetar um pelo outro. Era tudo passageiro. Outro dia, Alice ficou amiga de Aline e Bruna. Não chegou a contar sobre suas “intenções” com Carlos, pois notou que Aline também gostava dele. E em mais outro dia – já que essas coisas não acontecem em um dia só – Benjamin se declarou para Alice que, como nunca havia recebido uma declaração, também se apaixonou por Benjamin. A “coisa” tinha ficado confusa para Alice. Que resolveu contar para as amigas que agora também gostava de Benjamin. Bruna chorou. Aline chorou. E Alice acabou chorando também. E como geralmente acontece, tudo acabou em risadas. E os dias iam passando – eles sempre passam – e as borboletas voando, os sapos pulando, o Brasil se arrastando... e nada chegava a lugar nenhum. Até que, finalmente, algo aconteceu. (continua) Comente Café com idéia Dentro de alguns dias O Conde vai contar com um novo "quadro". O "Café com idéia" vai ser, basicamente, uma entrevista com alguém do meu círculo de conhecidos. E deve aparecer uma ou duas vezes por mês aqui no blog. As perguntas que pretendo fazer vão tratar - pelo menos inicialmente - de preconceitos na sociedade. Afinal, por mais liberais que possamos ser, somos todos preconceituosos. Irônico, não?! Aguardem. Dúvidas ou suguestões... entre em contato por comentário ou pelo e-mail: ocondeivan@hotmail.com Comente 1.5.2008 Crônica de Hoje II: Alendosópolis, a ”terra do além”! Dentre os muitos nomes que já teve a pequena cidade de Alendosópolis, os mais marcantes foram tentativas – leia tentativas frustradas – de transformar a cidadezinha pacata e sem padaria em um ponto turístico famoso. A primeira das mudanças que abordarei neste breve documento histórico, foi um jogo de letras. Essa mudança se deu alguns anos após uma faculdade renomada da região inaugurar um campus na cidade. O nome? Univercidade! Outra mudança interessante ocorreu quando o “Boi-Olá”, o time de futebol da cidade, subiu para a terceira divisão do campeonato regional de peladeiros. A cidade ficou dias em festa. Pensou-se até em criar um festival, em seguida as comemorações, só pra continuarem a festa... O nome? Boiolândia! Só não deu certo porque o prefeito foi caçado por causa da mudança, sem consulta e consentimento da comunidade... ele foi caçado! Castrado! Carneado! Queimado!... Logo depois, nova mudança. Tornou-se, então, “a cidade da lasanha!”. O vice-prefeito abriu uma lasanharia. Os habitantes tornaram-se lasanheiros. E o nome virou Lasanhal! Até que, até que enfim, o nome atual surgiu. Ele veio em homenagem ao Rei do Brasil! E na entrada da cidade está escrito em letras vermelhas, de faixa: “Além do horizonte existe um lugar, bonito e tranqüilo pra gente se amar! Seja bem-vindo a Alendosópolis! A terra da lasanha, do Boi-Olá e da Universidade!” Comente Crônica de Hoje: Mais uma quinta E João Manuel sobreviveu mais uma vez! Já era a quinta! A “quinta-feira de cinzas!”, dizia ele. Depois da noitada de toda quarta, não havia nome melhor. “Ele sobreviveu a mais uma!”, diziam os colegas de trabalho. Mas João Manuel, mesmo no sufoco, bem que gostava! Deliciava-se. Orgulhava-se inventando admiração nas brincadeiras dos outros. Toda quarta-feira era a mesma coisa! E o entregador da revista semanal "C.B.B. – não dirija!", João Manuel, mesmo cansado, trabalhava também como office-boy nas "horas", porque o tal do "extra", que é bom... Comente Caderno, papel, guardanapo?... Qué isso! Vai na mão mesmo! Dizem que vida de estudante não é fácil. Dizem que vida de escritor não é fácil. Que vida de trabalhador não é fácil. Que vida de homem não é fácil. Que estar vivo não é fácil. Que... CHEGA! Como dizem por ai... “Simples é fazer filho! O resto é foda!” Quando ao ser humano. Um trecho de “O Mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder: “Se o cérebro humano fosse tão simples ao ponto de podermos entendê-lo, nós seriamos tão idiotas que não conseguiríamos entendê-lo.”. Partindo desse pressuposto, é possível chegar a conclusão de que a união de várias pessoas “complicadas” acaba por formar alguma coisa “ainda mais complicada”. Ou seja, viver é mesmo difícil! Ou seria conviver?! Quando ao ser estudante... qual é a graça do 10 se não for sofrido? Ao escritor... qual é a graça de acertar sempre, se é errando que se aprende? Ao trabalhador... te vira! E quanto a ser homem... bom... não é fazer filho... é foda mesmo! Comente Opinando... Sabe do que eu menos gosto? De muita coisa! Mas se fosse pra escolher alguma coisa... baratas! Não sou daqueles que sobem na cadeira... prefiro correr atrás dela até um de nós morrer. Acho que é melhor a sensação de saber que pelo menos “aquela” não vai aparecer mais, do que ir dormir torcendo para não acordar com aquele bicho maldito na ponta nariz. Confesso que guardo na memória os “passos” dela antes do “croc!”. E que procuro não andar descalço por perto deles. É obvio que nada me garante que elas já não passaram pelos meus tênis e chinelos, mas... “pelo menos eu não vi!” Não sei para quê as baratas servem! E se não servem para nada, por que... Deixa pra lá! Nada de críticas. Meu antigo professor de biologia disse que se jogarem bombas nucleares por toda a terra, as baratas serão os únicos seres sobreviventes. Não estamos assim tão distante dessa hipótese de explosões nucleares... o engraçado seria passar numa televisão E.T.: “HOJE FOI DESCOBERTA VIDA EM OUTRO PLANETA! Os habitantes aparentemente são todos iguais e, quando pisamos neles, eles fazem “croc!” que nem um doritos!” Comente 1.2.2008 Crônica de Natal: Noite Feliz Um pouco atrasada... mas chegou... - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Noite Feliz Maria resolveu dar um presente especial para o marido naquele natal. Iria lhe dar um carro novo! O casal – ela com 53, ele com 69 – vivia num sítio próximo a São Paulo, e tinha boas condições financeiras. Não eram ricos, nem perto, mas viviam bem. Maria, com a ajuda do filho mais velho, comprou então o carro para dar ao marido no natal. Tudo seria surpresa. É óbvio que a família toda já sabia, é sempre assim. Esperaram o velho chegar em casa, então estacionaram o carro novo no lugar do carro de Maria, que havia sido vendido em virtude do presente. Depois do jantar, toda família se reuniu ao redor da mesa de presentes, todos foram perfeitos em fingir que não sabiam que junto com um presente/porta-retrato da família havia a chave do carro novo porque, como sempre, todos sabiam. Chega o momento esperado! O velho começa a abrir o pacote... ele rasga o papel... abre a caixinha... tira o porta-retrato... encontra as chaves... pergunta “O que é isso?”... os netos já estão correndo para a garagem... o velho se emociona ao ver o presente... abre um sorriso por um instante, mas logo fecha a cara... “Está pago?” Comente Reflexão de última hora: "Ontem eu era louco! Hoje eu já não sei mais o que sou!" Comente Um poema: Todo tempo O tempo, além de ser temporário É eterno e demorado, é lento. E o tempo que passa, o tempo que voa, É aquele mesmo tempo que é contado, Que é gritado e calculado. O tempo é vilão! Rouba os momentos bons! O tempo é temporário, temperamental. E o tempo que passa é o tempo herói! É aquele mesmo tempo do fim do expediente... dos 5 minutos... dos 10 segundos... Cada tempo é um tempo, E cada tempo que passa, como todo outro tempo que vai passar, Passa rápido e pára, pára para um novo tempo chegar. Todo tempo é idiota! É besta! Desinformado! Todo tempo é burro! É um só e único! Todo tempo acaba e sai correndo... E todo tempo que vai... (todo mesmo!) Não volta nunca mais, não se repete. Todo tempo que vai perde o novo tempo por vir, O nosso tempo! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Um excelente 2008 à minha rainha do mar! Janaina! E também a todos os leitores/espectadores desse novo tempo, dessa mesma vida. Comente Descanso Estou fazendo um planejamento estratégico a longo-prazo (bem longo). O plano consiste em diversas metas a serem atingidas e alguns objetivos a serem cumpridos. Resumidamente, planejo alguns meses de descanso, longe de São Paulo ou cidades do gênero de preferência. Mais detalhes em breve... aguardem. Comente Crônica de Hoje: A vida como ela é Pois é, e é 2008 outra vez! E por dois dias seguidos agora! Como as coisas mudam! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - A vida como ela é Enquanto uns pensam sobre como vai ser a vida daqui a 20 ou 30 anos, Isabela pensava apenas em como havia sido sua vida até agora. A cada novo "agora" ela pensava e repensava em como tinha chegado ao lugar onde estava. Em como haviam sido suas conversas. Em quem passou e foi embora de sua vida... mas nunca pensou no futuro. "Pra que pensar no futuro?", diria ela. "Por quê tanta preocupação com o que não sabemos?" "... Tell me why, tell me why!!!...", ela citava um trecho de 'The Greater Good of God', do Iron Maiden. Pessoas. Gente esquisita e ignorante. Bando de apressados. De estressados... como ela admirava os hippies! Não pelos banhos, é claro, pois banho para nossa Isabelinha era mais essencial que ter celular! Ela os admirava pelo seu ideal! Não sabia ao certo suas definições mais complexas, se é que haviam... mas sabia de seu certo desinteresse pelas "coisas materiais" e pelas religiões, e que buscavam a paz, muita paz. "Imagine se não houvesse dinheiro? E se também não houvesse religiões? Imagine todas as pessoas vivendo em paz?...", e os Beattles também passavam por sua cabeça. "É, a vida pode mesmo ser resumida em Rock 'n' Roll!", pensou ela... Comente 1.1.2008 Crônica de Hoje: O Conde E é 2008! Mas como? Sei lá! Não é da minha jurisdição! Um feliz ano novo à todos! - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - "O Conde" “Quando eu crescer eu vou ser conde!”, dizia sempre o pequeno Natanael. Mas ele foi crescendo... aprendeu a jogar bola, video-game, fez orkut e comprou seu primeiro cd do Guns ‘n’ Roses. Mas o pequeno Natanael continuava querendo ser conde. Aos 18, exatamente dois dias depois de seu décimo oitavo ano de vida, resolveu que “é hoje!”. Foi ao cartório e se tornou Conde de Souza e Silva! Comente Início | Arquivo O Conde, de Ivan Grycuk Contato: ocondeivan@hotmail.com No ar desde: 01/12/2007 |
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