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Ivan Grycuk.
19 anos.
Nascido em São Paulo -SP.
Mais palmeirense que brasileiro.
Acadêmico de Administração
pela UFSM.
Autor do livro "O Conde. Lembranças, Crônicas,
Poemas..."

Contato:
ivangrycuk@hotmail.com

Eu recomendo:

O Duque,
por André Fleuringer.

Leis de Murphy

Kibe Loco


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01/12/2007

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bow tie


O Conde, de Ivan Grycuk...

Ela passou pelas minhas mãos. Se fundiu com a minha boca. Desceu e encontrou abrigo. Roubou o momento. Me deu prazer. Ah, minha xícara de café!


3.31.2008

Um poema:
O nosso amor é oco


"Que besteira!" você pode até dizer.
"Mas já viu besteira melhor do que amar?"

No meio do campo tem uma árvore,
Só ela lá, rodeada de grama
Por todos os lados, cantos e contos.
Só ela lá.

E tem uma outra estrada no caminho,
Mas quem quer chegar àquele lugar não toma desvios.
Sei que ela vai estar lá,
Sozinha lá.
Só ela lá.

"O nosso amor é oco!", você pode até pensar.
"Mas já viu algo preencher mais do que amar?"

"O nosso amor é oco!", você pode retrucar.
"Mas mesmo assim, existe algo melhor do que amar?"

"O nosso amor é oco!", você ainda insiste.
"Não! Não enquanto não pararmos de amar!"


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3.30.2008

Eu sou o Anticristo - Cap. 4

Cada macaco no seu galho. A vida é que nem espinha na testa, cada um deveria cuidar da sua. Melhor um pila na mão do que um pila mofando no banco. Pelo menos depois de um dia, vem outro. Não há nada como cheirinho de carro novo... nem como o doce – ou seria amadeirado? – aroma de metrô em horário de pico. Melhor um iPobre no bolso do que um iPod roubado. E, infelizmente, para terminar: A noite é uma criança... e sim! A infância acaba!




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Eu sou o Anticristo - Cap. 3

Nada como um dia de férias na praia após o outro. Nada como uma xícara de café após a outra. Nada como um beijo após o outro...

Tudo poderia ser melhor, já pensou nisso? Claro que já! Até aquela hora mágica entre namorados. “Ai, se ele não tocasse ali, ia ser...” ou “Se ela me deixasse tirar logo a roupa dela...” ou, ainda, quando os dois estão de bico tem aquela né: “Bem que ele poderia ser menos infantil e entender...” e “Bem que ela poderia...”. Tudo poderia ser melhor!

Será mesmo?

Digamos que alguma bebida possa ser melhor do que café... o que? (café com açúcar! Que fique bem claro!) Ou digamos que possa haver algum engordador mais gostoso do que uma barra de chocolate antes de dormir... sem chance! Atirei para matar nessa, ein? Ta bom então, vou te dar um desconto dessa vez. Digamos que possa haver alguma comida melhor do que pizza... não, não adianta! E nem tenta que eu vou discordar!

Por falar em pizza, preciso começar a pesquisar praias com boas pizzarias.


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Parênteses XVI

Ela passou pelas minhas mãos. Se fundiu com a minha boca. Desceu e encontrou abrigo. Roubou o momento. Me deu prazer. Ah, minha xícara de café!

30/03, 21:17 - Nota: Essa frase acaba de ser promovida.


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Eu sou o Anticristo - Cap. 2

Vou ter uma casa na praia. Não para ir à praia mergulhar todo dia. É claro que isso também conta. Quero mesmo é ouvir o barulho do mar à noite. Olhar as ondas por horas, pensar, pensar, escrever, ler... enfim, tentar ficar o mais longe possível da tal da “realidade”. Nada contra ela, que fique claro, mas como escrevi certa vez:

Viver

Viver nada mais é do que morrer,
Procurar uma razão pra suspirar,
Buscar algo para se aprisionar,
Desencontrar velhos amigos,
Conhecer novos amores,
E sofrer das piores doenças

Viver é reconhecer,
Admitir que não somos nada,
Que nunca mudaremos o mundo,
E que nem ao menos conhecemos a nós mesmos

Viver é a razão,
Do desejo, da indagação,
É relembrar do passado,
E chorar pelo futuro,
É acordar todo dia,
E lamentar-se com os problemas,
É a aflição da existência,
Um dom divino,
Uma perda de tempo.

Viver nada mais é que morrer,
Morrer de ódio,
De amores, de sofreres,
Morrer de doenças,
De acidentes, de decepções,
Morrer de tristezas,
De felicidades, de ilusões.

Morrer, por viver,
Por aprender, por reclamar.
Viver, pra morrer,
Pra se magoar.


Não existe paraíso,
Não existe reencarnação,
Não existem anjos,
Não existe solução.

Os demônios somos nós mesmos,
E esse inferno fomos nós que construímos,
Recheado com nossa arrogância,
Com nossos prazeres diabólicos,
Cobertos por lágrimas, sangue e desejos,
E ao som de gritos e desesperos,
Gozando de prazeres demoníacos,
Assistimos a essa nossa auto-degradação,
De mentiras, de enganações,
De mortes, de decepções.

Até que ouvimos ao longe um trovão,
Um terremoto, um sonho, outra ilusão,
Estamos todos perdidos, apavorados,
Gritando por uma solução

Viver nada mais é do que morrer,
Não passa de só mais um pesadelo,
De mais uma ilusão,
De mais um sofrimento,
De mais alguma decepção.

Não acreditar é a solução.


Praia de Castelhanos, Ilhabela - SP

“Não acreditar é a solução.” Mas se eu decidir morar na praia, é bem provável que eu não chegue nem perto do posto de Anticristo. É melhor pensar um pouco mais a respeito disso. Nada de precipitações.


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3.28.2008

Eu sou o Anticristo - Cap. 1

Nada como uma bela manhã de 31 de maio - principalmente aquela, de 1988 – para se nascer. Sim, nasci!

Alguns anos depois eu já estava correndo pelos fins e confins das muitas casas em que eu morei - até hoje já foram quinze. Passaram-se mais alguns anos e, claro, a correria a toa deu lugar a outras correrias, um tanto quanto mais objetivas. Nada muito sério, a principio. Depois ficou sério, bem sério! Depois desficou. E agora está sério de novo.

“Voltas que a vida dá?” Não! A vida não dá voltas. Não voltamos para o mesmo lugar. Não partimos do mesmo ponto novamente. Não! A vida não é um circuito! É uma BR! E das mais esburacadas. A vida passa por vários estados. Tem muitos pedágios. É mais perigosa à noite...


Trecho da BR-020, no Piauí.



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3.27.2008

A partir de hoje O Conde terá um novo quadro. Os textos serão publicados em capítulos. Espero que gostem!

Eu sou o Anticristo - Introdução

“Sabe, eu sempre quis ser o Anticristo. Quando era criança, ouvia o pastor da igreja falar que chegaria um dia em que o mundo se uniria sob o comando de um super-líder. E que ele seria inteligentíssimo, carismático, bondoso. Que seria um homem realmente admirado, um grande político. Que seria esse homem o responsável por acabar com todas as guerras do mundo inteiro. Que esse homem seria idolatrado, e que a sua ascensão ao poder seria por unanimidade... e um monte de coisas do gênero. Melhor do que isso, nem ser jogador de futebol!”



“Fiquei decepcionado quando me disseram que esse ultra-mega-powerful-homem seria um europeu, e não eu. Como é uma merda ser criança! A gente se ilude com tanta coisa.”

“Digamos, e se eu conseguir nacionalidade européia... minha mãe é portuguesa. Será que ainda dá?”


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Resolvi fazer algumas mudanças no template... que tal?

Estou aberto a sugestões.


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3.26.2008

Parênteses XV

EXTRA! EXTRA!

O repórter do jornal "A Noitada" Virginiano da Costa do Sagu foi preso esta manhã acusado de roubar pudim.

Tomem cuidado! Tomem muito cuidado.


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Crônica de Hoje:
Camila, áh!


Camila estava passeando pelo parque quando ouviu um barulho. Olhou em volta, mais curiosa do que com medo. Viu algum movimento em uma árvore próxima. Ela continuou andando, sem olhar novamente. Alguns passos mais tarde, outro barulho. Ela não olhou e continuou andando.

Contou para uma amiga mais tarde, que ficou branca de medo. "Algum maníaco estava te seguindo, amiga! Você teve muita sorte de escapar viva!"

"Maníaco? Tá certo... nem maníaco vem atrás de mim!", pensou Camila.

Dias mais tarde, em outra caminhada pelo parque, Camila ouviu novamente o tal barulho. Olhou para trás e, novamente, tudo o que viu foi algum movimento em uma árvore próxima. Dessa vez ela estava realmente com medo. Apressou o passo, apressou, apressou, até que estava correndo desajeitada em direção ao estacionamento. Entrou em seu carro, deu a partida, saiu cantando pneu, bateu em um carro na saída do estacionamento. O carro se foi, Camila está em coma em uma UTI móvel, indo em direção a um hospital próximo. Ela está sonhando com a árvore, quando solta um berro absurdo no sonho e, subitamente, se vê acordada, amarrada em uma maca, dentro de uma ambulância e com um sujeito vestido de branco desmaiado a seu lado. Camila entra em pânico e desmaia novamente.

No hospital, Camila acorda novamente, depois do mesmo sonho. O que vê agora é sua amiga desmaiada a seu lado. Ela sente enjôos, vomita no chão ao lado da maca, e com um movimento rápido e desajeitado consegue tocar o alarme para chamar uma enfermeira, antes de desmaiar novamente.

Camila, agora em outra sala de hospital, acorda com uma mordaça na boca. Gritou no sonho, mas não conseguiu emitir qualquer som. Sentou-se na maca. Tirou a mordaça com as mãos. Sentiu um leve enjôo. Olhou em volta e entendeu tudo:

"Tô f...ida!"


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3.24.2008

Parênteses XIV
Não sou (mais) um NERD.

Vi um teste na Revista Época perguntando "Você é um deles?"

"É claro que eu sou!", pensei eu sem nem pensar duas vezes.

Mas não sou.

Pode parecer estranho, mas eu nunca vi Star Wars. E um NERD que se preze tem que ver Star Wars, não tem jeito. Fiz 95 pontos, e precisaria de 121 para ser considerado um Geek de verdade. Vou ver todos os filmes da série esse ano, depois faço o teste de novo.

Quero só ver se vão me reprovar outra vez!


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Parênteses XIII
O miojo

Miojo é uma coisa prática. Uma substância fácil e rápida de se fazer e, melhor ainda, bem fácil de se engolir. Muita gente conta histórias sobre miojo... eu sou um deles.

Teve uma vez que eu estava sozinho em casa e fui preparar um jantarzinho especial: Miojo a La Desastrrrrrre com queijo ralado. Tudo corria bem, a água estava esquentando... esquentando... esquentando... evaporando... evaporando... quando eu comecei a ouvir um chiado estanho. Não, não! Não torrei o miojo! Mas esqueci completamente de por ele na água e... esqueci completamente da água. Tive de encher a panela novamente, dessa vez desliguei o aparelho de som e fiquei ouvindo o "barulhinho". Acabou por dar certo e eu jantei feliz da vida.

Outra vez eu resolvi inventar uma história sobre miojo. Faz um bom tempo já, e eu tenho testemunha para quem não acreditar nela. Estávamos eu e um amigo indo ver uma garota que eu ficava. Normalmente eu sou um chato tagarela, mas as vezes eu sou engraçado. A garota trabalhava no restaurante da mãe, e era uns três anos mais velha do que eu. É obvio que qualquer um com as minhas habilidades na cozinha é capaz de fazer alguém que cozinha muito bem dar gargalhadas e mais gargalhadas quando fala de comida. A história é bem batida até, do tipo "queimei o miojo!". Mas ela nunca tinha escutado ninguém discursar sobre isso... e ela estava com cólicas... e ela não conseguia parar de rir... e ela implorava para eu parar e... por ai vai.



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Direto ao ponto

O cara virou para o sujeito a seu lado e disse:

"E ai?"

E o sujeito respondeu:

"O meu também...".


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Parênteses XII

Nada como um inverno de fazer tremer a alma, um bom cobertor, um aquecedor e alguns filmes bons para ver!

Estou pensando seriamente em estudar psicologia. Ver se pelo menos eu me entendo um pouco melhor, ou então me desentendo de uma vez por todas e desisto de qualquer coisa que tenha a ver com descobrir o"meu eu".

Uma coisa é certa, se eu fosse homem o suficiente, eu realmente seria um suicida em potencial! E olha que a minha vida é das boas... das melhores até.

Eu quero um pudim!


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3.22.2008

Crônica de Hoje:
A história de Fulano


Fulano nasceu no primeiro dia do segundo mês do terceiro ano da década de oitenta. Não cresceu muito. Não tinha muito dinheiro. Não era bonito. Não conversava muito bem. Não tinha nenhum jeito com as mulheres. Não sabia jogar futebol. Não entendia nada de xadrês. Era péssimo na escola. Não se dava nada bem com computadores. Não tinha nem MSN, nem Orkut. Nunca teve FotoLog... Enfim, praticamente não teve amigos.

O pai de Fulano, Luciano, o havia abandonado com sua mãe, Fuliana, quando a pobre da criança tinha apenas três anos de idade. Fulano ganhou esse nome graças à mistura entre o nome dos pais.

Fuliana, coitada, nasceu virgem, analfabeta, careca e sem dentes. Morreu cedo, muito cedo. E a funerária só abria às 9:00 horas. Fulano agora estava sozinho no mundo. Só ele, ele mesmo e Irene.

Fulano já tentou de tudo. Já foi pai, tio, primo... nada deu certo! E o pobre do Fulano, cada vez mais sozinho e só. Cada vez mais triste e entristecido. Fulano estava à beira da loucura, chegou até a cogitar torcer para o Corinthians... mas Fulano foi salvo pela Luz!

A Luz apareceu quando Fulano menos esperava. E tratou de mudar completamente a vida do pobre coitado. Fulano largou as drogas. Deixou de beber. Deixou de fumar. Nunca mais foi visto em puteiro algum...

"Ah, Fulano... nós vamos sentir sua falta."


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3.21.2008

Parênteses XI

Hoje, sexta-feira, 21 de março de 2008, feriado... entrou para a história como "o dia que eu fiz o meu primeiro pudim". Com um "pouco" de ajuda, mas conta igual.

Os 40 minutos acabaram se tornando quase 2 horas. Mas ao fim dessa longe espera, e de mais alguns 20 minutos esperando ele esfriar... eis a surpresa! Esse foi o melhor pudim que eu já comi na vida! E detalhe, ainda não acabou! AINDA!


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...20 minutos.


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Parênteses X

EXTRA! EXTRA! Estou fazendo pudim! Daqui a 40 minutos eu conto como ficou.


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Um poema:
Canção do Brasil


Minha terra não é terra,
É um apartamento para alugar;
As aves, que aqui gorjeiam,
São a campainha da porta da cozinha.

Meu céu é cinza escuro,
Minhas flores vivem horrores,
Meus bosques apodrecem sem vida,
Sem vida e sem amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais malucos eu encontro lá;
Minha terra tem cicatrizes,
Que nem Deus pode curar.

Minha terra tem usinas nucleares,
Mas ninguém sabe como usar;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mias maníacos encontro eu lá;
Minha terra não é terra,
É um apartamento para alugar.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que salve todo mundo lá;
Sem que livre essas crianças
Do futuro que está para chegar;
Sem que abandone esse apartamento,
E fuja para qualquer outro lugar.

(Baseado na "Canção do Exílio", de Gonçalvez Dias)


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"O que eu mais quero é saber o que eu realmente quero."


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Parênteses IX

De onde eu sou? Já cheguei a pensar, há alguns anos atrás, que eu fosse o único representante vivo da espécie humana. Que todo o universo tivesse sido desenhado por minha causa. Um tanto quando "A.I.", talvez... talvez eu não tenha sido o único a pensar algo do tipo.

Não me considero de lugar nenhum. Não sou paulistano, não quero ser! Também não sou londrinense. Não sou gaúcho e, nunca vou ser... não quero também.

"Não sei de onde eu sou. Não sei para onde eu vou."

E lá vêm as escolhas! As responsabilidades... as lembranças e os fantasmas. Quero um lugar para chamar de casa. E um quarto escuro para chamar de meu.


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Um poema II:
O lugar que eu queria estar


Quero sentir o gosto do prazer
De ser, de estar.
Quero saber o que se sente
Quando se chega a algum lugar.
Quero sentir o beijo do ar
Do lugar que eu queria estar.

Quero viajar para longe,
Me perder, me achar, me conhecer.
Quero entender o porquê das coisas,
E conhecer o lugar, o lugar do beijo
Do ar, do lugar que eu queria estar.


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Um poema:
Canção do perdido


Minha terra não existe,
Não tenho para onde voltar;
Os ares, que por ai ecoam,
Não têm como chegar lá.

Meu céu não tem estrelas,
Meus jardins não têm mais flores,
Meu bosque não tem mais vida,
Só me restam alguns amores.

Em chorar, sozinho à noite,
Desespero encontro eu cá;
Minha terra não existe,
Não tenho para onde voltar.

Minha terra teria escritores,
Que tais não encontro mais eu cá;
Em chorar — sozinho, à noite —
Desespero encontro eu cá;
Minha terra não existe,
Não tenho para onde voltar.

Não permita você que eu morra,
Sem que abrigo encontre eu lá;
Sem que desfrute os livros
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda avista as palmeiras,
Do lugar que eu queria estar.

(Baseado na "Canção do Exílio", de Gonçalvez Dias)


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3.20.2008

Crônica de Hoje:
Vamos ao trabalho


E fulano, um cara de não mais de vinte anos, desceu as escadarias do prédio onde trabalhava. No meio do caminho uma mulher beirando os quarenta, mas em excelentíssima forma, passou por ele e lançou-lhe uma piscadela.

Isso se repetiu por mais alguns dias, até que, além da piscadela habitual, o sujeito ganhou um apertão na bunda. Tomou um susto, derrubou tudo que estava segurando e ficou absurdamente envergonhado.

A mulher mexia com ele. Os cabelos negros, os olhos castanhos muito bem ressaltados pela maquiagem, o corpo em pleno explendor... "Mas ela tem quase quarenta...", martelava consigo mesmo.

Filhos, ia ter de abrir mão deles. "Mas quem precisa de filhos com uma..."

Só pensava nela. Suava ao descer as escadas e aguardar pelo próximo encontro. "Mas ela tem uns quarenta... quando eu tiver quarenta ela vai ter sessenta..."

Os hormônios! Áh, os hormônios! "Mas eu mal conheço ela... e se..."

Até que o sujeito criou coragem e foi conversar com a mulher. Foi perfumado, barbeado, aparado... Quando chegou em frente ao escritório dela, refletiu um pouco sobre o quão imensa era sua sorte... "Muitos matariam por uma mulher dessas!", pensou ele, esboçando um sorriso de orgulho. Deu duas batidas na porta... "Entre!"... Ele entrou... Os dois trocaram olhares... ele vermelho e tímido... ela sorrindo, mas dona de si.

"O que posso fazer por você, bebê?"

Ele recuperou a cor de sempre, encheu-se de confiança... deu-lhe uma piscadela e saiu do escritório, sem nem fechar a porta. Desceu as escadarias transtornado, decepcionado, irritado... de coração e fantasias partidos...

"Bebê! Que m...!"


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3.18.2008

Parênteses VIII

Tomei banho de farinha hoje. Como bom alérgico a pó - qualquer pó - meu nariz trancou, fiquei com falta de ar um instante... mas brinquei igual!

Como é bom passar no vestibular!


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Go carpe diem, baby...


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Parênteses VII

Manias! Se eu tivesse de escolher entre as minhas manias ou eu... sem dúvidas ficaria com as manias!

Eu odeio cigarro. Mania minha, talvez. Mas minhas narinas realmente não servem para fumaça, fico até com falta de ar... odeio fumaça também! E pó... bom, na verdade não me importo tanto com ele... mas tem coisas que viram mania por causa de alergia. Por mim, o cigarro seria proibido e ninguém mais fumaria. Quem desobedecesse? Bom, coisas para se pensar...

Outra mania que eu tenho - por falta de opção - é enjôo. Não... nada a ver com barcos, carros ou aviões. Cheiros estranhos, sangue, machucados, cicatrizes, espinhas, mofo... que seja! Todos eles!

Manias, ein? Que seria de mim sem o meu café? Ou sem as letras? Ou sem as frases? Ou sem as perguntas sem resposta?

Tá certo, nem todas as minhas manias são tão boas assim... mas a do café compensa! Não troco minhas manias por mim! Não mesmo!

E quando eu morrer, bom, quero que seja em uma bela cama de casal, depois fazer amor com a minha bela amada e tomar uma bela xícara de café bem melado de açúcar. O tal do "cigarrinho depois" que vá a merda!


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Crônica de Hoje:
Dando números aos bois


Um dia desses, duas ou três adolescentes quatro vezes suspensas de três colégios em dois anos organizaram uma greve com vinte e cinco adeptos entre um ou dois professores e vinte e poucos alunos.

Uma delas persuadiu uma ou duas colegas e juntas definiram quatro metas um tanto convenientes com dois ou três pensamentos em comum entre elas. Um outro dia duas representantes dos vinte e cinco abandonaram a revolta, com a desculpa de tomar um café e comer dois pudins em uma lanchonete a cerca de três quarteirões dali.

Isso não afetou o movimento, uma vez que, sabendo da debandada de tais membros, uma das duas ou três recrutou novos seis ou sete membros. Até que chegou a um ponto em que uma negociação era uma bela de uma saída para os componentes de um dos dois lados.

Uma negociação. Dois acordos, dois desacordos. Todos sairam ganhando... menos você, que não vai saber o final da história.


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3.17.2008

Parênteses VI

- Ovo de páscoa quadrado?

- Ovo de páscoa bastão?

- Ovo de páscoa bolacha?

- Ovo de páscoa de fibras de cereal?

Que mundo é esse? Se eu acreditasse em fim do mundo... era só juntar isso, o Lula e a invasão dos emos para ficar um bocado preocupado...


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Crônica de Hoje:
O topete de Maria Odete


Maria Odete e seu topete iam juntos a todo e qualquer canto.

"Que encanto!", diziam as amigas sobre seu companheiro.

Eram muito felizes os dois, Maria Odete e seu topete. Certa vez, numa fria tarde de verão em que a chuva brilhava no céu negro do dia, Maria Odete resolveu levar seu topete para sua aula de trompete. E Maria Odete trompeteou por algumas poucas horas, apenas o suficiente para o dia virar noite e a chuva chover. E foi-se dali para casa. No caminho encontrou uma amiga: "Que encanto!", disse a mulher, debaixo de seu guarda-chuva de oncinha e de uma garoa leve.

E o topete seguia Maria Odete a todo e qualquer canto. E sempre que o descobriam: "Que encanto!"

"Que encanto!", disse outro dia uma amiga.

E o topete, ou melhor Maria Odete, foi ao salão... dançar uma dança e mexer o bundão. E Maria Odete, acompanhando seu topete, foi ao salão... receber os convidados e o patrão. E os dois, juntos, de mãos dadas e tudo foram ao salão... ver o casamento e a morte de João.

Maria Odete e seu topete. "Que encanto!"

Mas Maria Odete abondonou o topete. Trocou-o por um sujeito que lhe deu uma caixa de chocolate e um pacotinho de Confeti.


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3.16.2008

Um poema:
Canção de auxílio


Na minha terra tem dinamites,
Para explodir todos os Sabiás;
Os homens, que aqui morrem,
Morrem pior do que morrem lá.

Nosso céu não tem mais estrelas,
Nossas várzeas não têm mais flores,
Nossos bosques não têm mais vida,
Nossa vida nunca teve amores.

Cansado, sozinho, à noite,
Muito stress encontro eu lá;
Minha terra tem dinamites,
Para explodir todos os Sabiás.

Minha terra tem psicopatas,
Que tais não encontro em outro lugar;
Cansado — sozinho, à noite —
Muito stress encontro eu lá;
Minha terra tem dinamites,
Para explodir todos os Sabiás.

Não permita Deus que eu morra,
Antes que eu saia de lá;
Sem que fuja dos psicopatas
Que eu não encontro em outro lugar;
Sem que detone as dinamites,
E destrua os Sabiás.

(Baseado na "Canção do Exílio", de Gonçalvez Dias)


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3.15.2008

Um poema:
Você é Meu Suicídio



Você é a luz que brilha nas minhas manhãs,
Você causa a escuridão que confunde meus pensamentos,
É a estrela que ilumina meu coração,
O meu pesadelo bom de cada dia.

Você é como um ladrão que rouba e destrói,
Como uma bruxa que excita
Todo o mal que está dentro de mim,
Você é como um relâmpago
Que estraga e queima a qualquer um.

Você é um pesadelo bom,
Que me encanta e destrói,
Que não me deixa esquecer,
Do seu cheiro, do seu toque,
Você é o meu ar, meu amor, meu mar,
Tudo em você me encanta e surpreende,
Tudo o que você é me faz chorar,
Me obriga a viver,
Essa é minha razão para estar aqui.

Você é como um pesadelo bom,
Me faz sonhar, pensar na vida,
Querer me matar,
Mas não precisar,
Pois viver é meu suicídio.

O tempo não passa,
Os dias são sempre os mesmos.
Na solidão, a minha escuridão,
Que você sequer exitou em iluminar
Com o brilho verde do seu olhar,
Com a luz do seu sorriso,
A paixão do seu beijo,
E o som da sua voz.
Como tudo o que nunca sonhei,
Sempre desejei, e nunca vou ter,

Você é um pássaro,
Fugindo do meu coração frio,
Que está queimando por você.
Como a lua que embeleza minhas noites,
Ou fogo que destrói minha vida.

Você é como um pesadelo bom,
Me faz sonhar, me faz te desejar,
Mas por mais que o tempo passe,
Nada é novo, e você continua me endemoniando,
Me dizendo o que fazer,
Destruindo o que resta de mim.
Você é a feiticeira
Encantando, enfeitiçando corações.
Você é um vírus incurável
Que destrói a qualquer um.
Você é a estrela que brilha no meu coração.

Você é um animal selvagem
Que vai à caça todas as manhãs,
Que surpreende e destrói,
Mata a sangue frio,
Como um anjo, um demônio, o próprio diabo,
Engana, mente, destrói,
Você é como um pesadelo bom,
Me faz pensar na vida,
Querer me matar,
Mas não precisar...
Você é meu suicídio.


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"Penso - entro em depressão -, logo existo."


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Um poema:
Suspiro


Suspiro, penso, mais um suspiro...
Suspiro, me decido, e mais outro suspiro...
Suspiro, suspiro, suspiro.
Mais, mais, mais um suspiro.

Suspiro, suspiro e suspiro.
Me levanto e outro suspiro.
Depois um café, cheio de açúcar,
Melado e com amor.

Suspiro, suspiro e suspiro.
Repito, suspiro... me decido.
E o suspiro, o amor que eu respiro,
O suspiro que me inspira,
Que me aspira a suspirar o amor,
É o amor que suspira por mim,
O meu amor.


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Alguém quer café?


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E o dia clareou... e o sol raiou... e só agora que está tudo bem claro é que o sono bate... e só agora que falta uma hora para um compromisso marcado é que o sono bate...


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Um microconto:
Sabe como é


E o garoto olhou para o pai. E o pai olhou para o garoto. O pai sabia o que o garoto queria. E o garoto sabia que o pai entenderia. O garoto não sentia qualquer culpa pelo pedido. Mas o pai começava a sentir a culpa invadindo sua mente, tomando conta do seu corpo, entristecendo-o e desfigurando como ser.
"Quanto custa?"


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3.11.2008

Um poema:
Jogado ao nada


Essa é das antigas... mas se o Cazuza continua atual, porque eu não posso ser um pouco também?

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Jogado ao nada

Demônios e anjos fracassados,
Com seus amores e desejos,
Roubando pérolas falsas desse mar de medos,
Vivendo como falsos profetas,
Pregando verdades mentirosas,
E enfeitando minha cabeça com idolos, mentiras e palavrões.

Nada é o que parece,
Eu sou uma mentira
No meio desse inferno de verdades,
Onde a dor é um prazer
E o sofrimento faz arder a alma.

Esse cansaço e a ilusão,
Que me corroem por dentro,
E estilhaçam meus pensamentos,
A vida queima meus sonhos
Como se não fizesse qualquer diferença.

Matar pra morrer,
Querer viver, sofrer
Mentiras e verdades mal contadas,
Enganos e ilusões,
Tudo é mentira,
Nesse inferno de exclamações.

Eu queria desaparecer,
Queria chorar,
Não queria lembrar,
Talvez não valha pena viver,
Sonhar, fantasiar.

Mas nessa minha vida de pesadelos,
No meio de um inferno de verdades,
Coberto por ouro, perdido em ilusões,
Vou vivendo a cada dia, o ultimo.

Não paro de chorar,
Eu quero desaparecer e,
Viver, amar, morrer...


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Chega! Vou tomar um banho! Ou dois...


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Acho que eu vou voltar a ficar revoltado com o mundo! Cansei dessa coisa de amadurecer e ficar puto só comigo mesmo.


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Só para saber... alguém vai sentir minha falta se eu desaparecer, me matar ou coisa do tipo?


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3.10.2008

Quase 600 acessos... não é tanto assim, mas... bom, para menos de 4 meses de blog até que não é nada mau!

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Nota: Melhor eu começar a pensar numa coisa legal para quando chegar o 666... será?!


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Parênteses V

Vi um filme francês hoje.

Não, não! Não é isso que você está pensando... nem o que você pensou agora! O nome do filme é "Les Chevaliers du Ciel" (no Brasil "Os Cavaleiros do Ar"). Já falei que não é drama! Não, também não é pornô! Deixa eu falar, pô!

É uma trama mais ou menos sobre tentativas terroristas de sequestrar aviões, mais especificamente os Mirage 2000, caças supersônicos fabricados pela França. Não vou comentar muito sobre o filme, se não eu me empolgo.

Se quiser dar uma olhada na sinopse ou saber mais sobre o filme, clique aqui.

Eu recomendo!


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Parênteses IV

Hoje, como foi um dia especial - fui na academia... a contragosto e de bico, mas fui - resolvi fazer mais uma tentativa de tomar café sem açúcar. Eu sei, eu sei, depois de toda aquela ladainha sobre café sem açúcar não ser café e coisa e tal... lembra né? "Café sem açúcar é que nem sexo sem orgasmo!"

E não é que é bom? Sério!

É bom eu parar de tentar desmentir minhas teorias! Isso sim! Café sem açúcar? Eu? Vá a m...!

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Nota: Sem ressentimentos, né?!


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Parênteses III

O ano já está quase acabando outra vez mas, nunca é tarde demais para tentar mudar alguma coisa no ano novo... certo?

Então ai vai a minha lista de coisas a mudar em 2008:

1 - Vou aprender a fazer pudim!
Por que? Cansei de pedir, pedir, pedir... pedir e ficar sem!

2 - Vou fazer academia (e hoje já vai ser o primeiro dia).
Por que? Eu já estou gordinho... e se eu aprender a fazer pudim a coisa vai longe.

3 - Nada de refrigerantes.
Por que? Gás engorda! Sério! Muito! Aff!

4 - Vou para a praia!
Por que? Para descascar até eu ficar magro! Nada, é vontade mesmo.

5 - Vou comprar um guarda-chuva.
Por que? Para ter o que esquecer em casa quando chove.

6 - Vou ter a lista de coisas a mudar em 2009 pronta antes do ano novo.
Por que? Para ter uma sexta coisa a mudar em 2008.

Bom, chega! Prometer muita coisa é perigoso... e podem decidir cobrar... e... CHEGA DE COBRADORES!


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Eu não costumo publicar imagens no blog... mas essa* merece!

"Manoel projetou. Joaquim construiu."



*cortesia da minha prima Tais


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Um poema:
Cabelos


Cabelos, fios, ramos,
Ricos, pobres, desalinhados,
Secos, desidratados, inconstantes,
Amarrados, presos, confinados,
Trançados, abraçados, entrelaçados,
Molhados, desorientados, perdidos,
Soltos, lisos, encaracolados,
Falhados, perfeitos, abstratos,
Cheirosos, macios, delicados,
Sensuais, desiguais, práticos,
Brilhantes, opacos, coloridos,
Personalizados, customizados, únicos,
Unidos, finos, longos e
Teimosos...
Cabelos úmidos, cabelos.


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3.8.2008

Parênteses II

Eu sou um cara que realmente viaja muito! Não que isso seja bom, pelo contrário. Tirando estrangeiros e cia, muito pouca gente vai para São Paulo fazer turismo. Minha ponte-rodoviária é bem pouco complexa, idas e vindas partindo da cidade A para a cidade B, e vice-versa. Se eu fosse passear em alguma outra cidade toda vez que eu fosse para São Paulo...

Nunca recomendei São Paulo para nenhum turista. Falei mal, para dizer a verdade. Mas nessa minha última visita, não é que eu comecei a achar São Paulo uma cidade bonita? E mais! Uma cidade arborizada! São Paulo tem árvores em tudo quanto é canto! Sério mesmo! Nunca tinha parado para ver isso.

Tem os parques, com destaque para o do Ibirapuera, com suas árvores centenárias, gigantes e nas mais diversas formas possíveis. E tem todos os outros... em que eu nunca fui.

Mas... apesar de tudo isso eu continuo não recomendando São Paulo para qualquer turista - a não ser para algum inimigo asmático, quem sabe?

Para um rinítico alérgico como eu é realmente um inferno viver na capital financeira do Brasil. Eu realmente fico mal. Já fico mal perto de fumaça de cigarro, cheiros fortes e coisa e tal... em SamPa então.

Não vou entrar em detalhes, mas coisas como sangue, fraudas, cicatrizes e a seção de limpeza dos supermercados... acho que deu para entender.

É como dizem por ai:
"A solução é fecher os olhos, parar de respirar, tapar os ouvidos e cantar uma música da Xuxa."


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3.7.2008

E O Conde está de volta mais uma vez!!

Desculpem a demora, cheguei ontem em casa mas... sabe como computadores são né?! Eles sentem tanta saudade da gente que quando chegamos em casa eles estão loucos por um bom e longuíssimo trato!!

Me aguardem!


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3.5.2008

Um poema:
Nunca


Cada coisa é uma coisa,
Mas todos estamos no mesmo lugar,
Cada um de nós tem seu sonho,
Até o fim que nunca vai chegar.

Cada coisa é uma coisa,
Mas todos estamos no mesmo lugar,
Cada um tem seu sonho,
Até o fim que nunca vai poder chegar.


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A cada dia que vem e vai, cada noite que passa, cada palavra falada, cada sentimento demonstrado... cada sorriso dado... cada mão estendida... cada ação ou reação provocada... a cada movimento ou não... a cada passo, a cada degrau... a cada tombo... a todo e qualquer som de prato, bumbo, surdo, tons, violão... a cada tudo ou nada... a cada conselho ou palavrão... a cada pensamento ou ilusão, tudo fica meio vago... um pouco confuso, deve ser o cansaço! O maldito stress!

Lembro de uma vez em que quebrei a cabeça da “Virgem” da minha avó... esbarrei nela sem querer, nem me lembro direito como. Coloquei a cabeça de volta em cima do corpo da estatuetazinha, a certa distância nem se via a rachadura um pouco abaixo do pescoço da “Santa”.
Acho que esta foi a minha primeira experiência com o tão famoso “stress”. Não aguentei muito tempo com o segredo... menos de uma semana depois informei minha avó da travessura cometida... ganhei um “Tudo bem meu querido, a gente compra outra.”. Foi um alívio!

Obs. Trecho do livro "O Conde. Lembranças, Crônicas e Poemas, por Ivan Grycuk".


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Aaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!


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Desculpem a ausência... mas desculpem a Telefonica!

Não sei bem o que houve, o certo é que parte do bairro de Higienópolis ficou sem telefone e sem internet por quase três dias.

Mais tarde eu vou deixar a capital financeira do Brasil e voltar para casa. Grande coisa! Sim, grande coisa! Vou poder voltar a alimentar outro vício... o video-game!


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O Conde, de Ivan Grycuk.

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